Fellows Instituto Four

Celina Coelho



“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez.” (Jean Cocteau)

Celina tem uma conexão muito forte com a natureza e com pessoas. Quando fala de mudanças que ocorreram em sua vida, por meio de participação em algum projeto ou realização de algum curso, sempre cita nomes de pessoas, não de projetos ou de empresas. Ela entende que pessoas fazem a diferença. Muitas de suas decisões estudantis e profissionais foram influenciadas por alguma pessoa interessante que conheceu, em diferentes lugares e momentos de sua vida, formando uma teia de nomes e conhecimentos que fazem parte do que ela é hoje.



Uma dessas pessoas foi a sua mãe, quem a fez entender que pessoas interessantes estão por toda parte, valor que carrega até hoje em sua vida, e a introduziu no mundo de gerenciamento de projetos, por meio do próprio trabalho, em uma escola de Belém, que era observado atentamente pela pequena. Não bastasse influenciar seus gostos profissionais, sua mãe decidiu mostrar as nuances geográficas do Brasil através de uma viagem de Norte a Sul, saindo de Macapá e indo até Curitiba, cidade que a cativou.



Terminado o Ensino Médio, ela decidiu fazer Publicidade e Propaganda na Universidade da Amazônia, pensando ser, esse curso, uma reunião de tudo o que gostava. Embora o curso não tenha sido exatamente o que ela pensou, uma professora de Teoria da Comunicação, Marise Marback, mudou seu olhar para o curso e, diante disso, uniu o útil ao agradável: foi fazer uma especialização em Comunicação Audiovisual, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, realizando, assim, seu desejo de voltar a Curitiba.



No Paraná, incentivada por Lisiane Silva, uma proprietária de uma empresa de Gestão de Projetos e Certificação em Projetos, resolveu estudar Economia Solidária, conheceu o impacto hub e participou de um curso livre sobre liderança. Essas experiências foram moldando sua carreira.



Conheceu Economia Criativa por meio de Lala Dalazen, e sensei José Bueno marcou presença na trajetória de Celina por meio de todo o conhecimento e disciplina que o esporte oferece. No projeto de Aikidô chamado Open Dojô, ela foi apresentada às questões de mediação de conflitos.



Sua facilidade de lidar com pessoas gerou conexões suficientes no projeto para conhecer e se inscrever no AIESEC de Curitiba, projeto que proporcionou conhecer a Amazônia tanto do lado brasileiro quanto do lado colombiano, Nessa empreitada, conheceu Daniel Fuentes, líder comunitário da Ciudad de Bolívar, uma das maiores favelas da América Latina. Essa experiência a fez pensar no mestrado.

De volta ao Brasil, fundou e foi presidente da AIESEC em Belém e, na Universidade Federal do Paraná, cursou Mestrado em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local da Amazônia. Conheceu gente de toda parte, muito diferentes entre si, mas muito conectadas com o curso, o que a fez voltar a gostar de estudar. O destino cruzou novamente os caminhos dela e de Lisiane, que indicou o Banco Tupinambá, primeiro Banco de Desenvolvimento Comunitário na Amazônia, o qual enfrentava o desafio de uma comunicação interna com a comunidade mais eficaz. Esse desafio aguçou a curiosidade de Celina, que resolveu fazer do Banco seu objeto de estudo e do trabalho de conclusão de curso. Com a dissertação “Bancos Comunitários de Desenvolvimento: o papel da comunicação na economia solidária”, ela finalizou seu curso.

Saindo do ProLíder, foi gerente de coworking no Impact Hub, momento em que não sabia se ficaria em São Paulo ou se voltaria para Belém. Acabou voltando. Foi coordenadora de um dos poucos espaços de inovação que havia lá, a FabLab. Conheceu, o Pyladies, movimento de mulheres programadoras, e, com o apoio delas, conseguiu organizar o evento Elas Inovam, evento que une tecnologia e empoderamento feminino.

Sempre muito conectada a pessoas e conhecimento, em 2020, ela terminou mais um curso de especialização em A Moderna Educação, com o intuito de explorar as salas de aula, para, além de continuar marcando sua linha do tempo com nomes de pessoas interessantes, passar ingressar nessa lista de outras pessoas, passando a ser, também, referência, ensinando enquanto aprende.