Fellows Instituto Four

Gerliane Chaves



Gerliane é de uma cidade no interior do estado do Maranhão, Açailândia. Vinda de uma comunidade com diversos problemas sócio-ambientais, apaixonou-se por robótica ainda no ensino fundamental, mesmo sem ter contato direto com a área devido a falta de estrutura das escolas.



Durante o ensino médio, quando cursou Técnico em Eletromecânica no Instituto Federal do Maranhão, resolveu tirar do papel a ideia de criar um robô, e descobriu a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) no final do primeiro ano do ensino médio.



Ela formou uma equipe com mais dois amigos, e articulou professores e direção da sua Instituição de ensino, para conseguir os recursos necessários para a participação. Os equipamentos chegaram poucos meses antes da competição e mesmo com essas limitações, Gerliane ficou em terceiro lugar na OBR, etapa estadual, junto com seu grupo, sendo a única equipe do interior a participar da competição naquele ano. E os frutos dessa iniciativa podem ser observados nos trabalhos que continuam sendo desenvolvidos no campus.



Envolvida com diversos projetos, principalmente na área de educação, ela já atuou como mentora do Cientista Beta, e como monitora do projeto Escola de Ciências, ambos voltados para o despertar científico nos jovens do final do ensino fundamental e médio.



Premiada em diversos eventos científicos e olimpíadas do conhecimento, recebeu também um prêmio de reconhecimento pelo Desenvolvimento Humano conferido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão - FAPEMA, pelo trabalho desenvolvido em sua comunidade sobre o monitoramento da qualidade do ar.



Hoje, Gerliane é estudante de Engenharia Elétrica pelo Instituto Federal do Maranhão. Desde o seu ensino técnico, participou de projetos de iniciação científica e de extensão, além de competições de robótica nacionais e internacionais. Ela pretende continuar seguindo carreira acadêmica, realizando especializações e pesquisas nas áreas de robótica e automação.

Para participar do ProLíder, Gerliane tinha que viajar 12h de ônibus toda sexta, para ir de sua cidade até São Luiz, no Maranhão, e conseguir pegar o vôo para São Paulo. Chegava em São Paulo, participava das formações, e depois precisava passar pelo trajeto de mais 12h novamente.

Gerliane deseja trazer todo o seu conhecimento acadêmico para a criação de soluções que vão ser realmente úteis e disruptivas para a sociedade. Ela também pretende fundar um centro de pesquisas em tecnologia de ponta, voltado para os jovens, principalmente pessoas de baixa renda e com menos acesso à oportunidades.